Exame Nacional

Muito se fala que as universidades portuguesas aceitam o Enem como prova de acesso. Entretanto, quando o estudante tem dupla cidadania, portuguesa ou de outro país da união europeia, essa forma de acesso não é permitida (salvo algumas exceções). Nestes casos os estudantes devem concorrer através do concurso nacional.

Mas o que é o concurso nacional?

Bom, o concurso nacional é a forma de acesso ao ensino superior português mais abrangente e podem participar deste concurso:
  • os alunos portugueses matriculados em uma escola secundária.
  • os que já terminaram o secundário (ensino médio), mas não conseguiram uma vaga nos anos anteriores.
  • os que terminaram seus estudos em um país estrangeiro e possuem cidadania portuguesa ou europeia.
  • os filhos e netos de portugueses ou europeus que vivem e estudaram em um país estrangeiro.
  • os cônjuges de portugueses ou europeus.
  • os brasileiros que possuem o estatuto de igualdade de direitos e deveres em 1 de janeiro do ano em que pretendem concorrer ao ensino superior português.
  • os que são estrangeiros e moram em Portugal de forma legal e ininterrupta há mais de 2 anos em 1 de janeiro do ano em que pretendem ingressar no ensino superior.
Assim, este é o caminho para os brasileiros que não são abrangidos pelo estatuto do estudante internacional.
Para participar do concurso nacional é necessário fazer as provas que são chamadas de exames nacionais. A inscrição para essas provas é feita em uma escola secundária em Portugal e os brasileiros devem se inscrever como alunos externos (autoproposto, como é chamado aqui em Portugal).

O exame nacional é igual ao Enem?

Diferente do Enem, as notas dos exames nacionais, além de serem o requisito para o acesso ao ensino superior, também são usadas como terminalidade ao ensino secundário em Portugal. Isto quer dizer que os estudantes serão aprovados no ensino secundário se alcançarem uma determinada média nessas provas. Portanto, os exames nacionais são muito importantes para os estudantes portugueses, que se dedicam muito para alcançar boas médias.
No exame nacional o estudante faz apenas as provas obrigatórias (normalmente duas disciplinas) e outras escolhidas em função do curso que pretende concorrer. O que é bem diferente do que acontece no Enem, que cobra o conteúdo de quase todas as disciplinas do ensino médio.

Exame nacional para os brasileiros

Para os brasileiros com dupla nacionalidade não é necessário fazer as provas obrigatórias. Desta forma, por exemplo, um aluno que pretende concorrer a uma vaga no curso de Direito precisa fazer apenas as provas de Português, Filosofia e História.
Já um estudante que quer passar para Medicina irá se inscrever para fazer as provas de Matemática, Física/Química e Biologia/Geologia. Esse fato é um alívio, pois se preparar para uma prova como a do Enem que compreende 5 áreas do conhecimento que abrangem 14 disciplinas, além da redação, é sobre-humano.
Contudo, apesar do número reduzido de provas, os conteúdos cobrados são mais aprofundados. Isso acontece pelo fato do currículo do ensino secundário português incluir um número bem menor de disciplinas.
Para exemplificar, os alunos do curso humanístico-científico, que é o mais próximo do nosso ensino médio, têm apenas 5 disciplinas ao longo do ano.
Como a carga horária é similar a do Brasil, o conteúdo estudado é muito mais detalhado. Por exemplo, o conteúdo cobrado na prova de Matemática A é equivalente ao primeiro ano de cálculo do ensino superior brasileiro.
Outra particularidade, é que existem provas de disciplinas que não fazem parte da nossa grade curricular. Por exemplo, Economia, Geologia, História da Cultura e das Artes, Desenho e Geometria Descritiva.

Formato das provas do exame nacional

Cada prova do exame nacional é composta por questões de múltipla escolha e dissertativas. Além disso, as provas não acontecem em apenas dois dias como no Enem. Na 1.ª fase as provas são distribuídas ao longo de duas semanas e na 2.ª fase em uma semana.
O número de questões é bem menor e por isso a duração das provas também é menor. Sendo igual a 120 minutos para a maioria das provas e 150 minutos para a prova de Matemática.
Além disso, a redação não é exigida para todos, apenas para os que farão prova de português ou de línguas estrangeiras.
Uma das grandes dificuldades encontradas pelos brasileiros, além do conteúdo, é com relação às diferenças linguísticas. O formato das perguntas é bem diferente da usada no Brasil. Com isso, os alunos, muitas vezes, não compreendam exatamente o que está sendo perguntado.

O que é necessário para ser aprovado?

A prova em Portugal possui valor máximo de 200 pontos e para que o aluno possa concorrer a uma vaga nas universidades é necessário alcançar uma nota mínima.
Para a grande maioria dos cursos a nota mínima é 95 pontos. Contudo, outros cursos exigem uma nota mínima maior. Por exemplo, para poder concorrer a Medicina a maioria das universidades exige uma nota mínima de 140 pontos.
Na 1.ª fase do exame nacional de 2018, 78% dos alunos externos ficaram reprovados em Matemática, 68% em Português e 72% em Historia, ou seja, não conseguiram tirar a nota mínima.

Tenho chance de ser aprovado?

Diante do que foi dito até aqui, você deve estar pensando que é impossível ser aprovado nas provas. Realmente, o nível de dificuldade é grande para quem estudou com um modelo de ensino bem diferente.
Entretanto, nossa experiência nos mostra que os alunos brasileiros que estudam e que fazem uma preparação adequada conseguem ser aprovados.

Mas como que isso é possível?

Primeiro, porque as questões seguem um determinado padrão, então, o aluno ao estudar vai se familiarizando com esse modelo. Assim, dificilmente acontecem surpresas, como vemos no Enem.

Segundo, o fato do concurso ter duas chances, uma que acontece em junho e outra que acontece em julho. Assim, o peso emocional do tudo ou nada diminui. Desta forma, se o estudante não conseguiu a aprovação na primeira oportunidade, poderá tentar de novo em julho.

Um outro fator favorável é o fato das notas do ensino médio serem consideradas para a média final. Essas notas representam, dependendo do curso escolhido, 50%, 60% ou até 65% da nota de candidatura (como aqui é chamada a nota final do concurso). Desta maneira, a nota do exame nacional pode, de acordo com o curso, valer apenas 35% da nota final. Sendo necessário para ser aprovado em alguns cursos, tirar na prova apenas a nota mínima.
Por tudo isso, aconselhamos fortemente que, se você quer ter reais chances de ser aprovado, estude! Não adianta ter estudado para o Enem, pois o modelo é diferente.
Portanto, nossa dica é que você comece a estudar os conteúdos com antecedência, que conheça os modelos de prova e o estilo de correção e que tente se familiarizar com a linguagem portuguesa.
Para facilitar esse processo e tornar possível a sua aprovação, disponibilizamos um curso preparatório para os exames nacionais.
Nosso curso foi concebido no mesmo modelo dos cursinhos pré-vestibulares brasileiros. A diferença é que o aluno só faz as matérias que são exigidas para o curso que pretende concorrer.
Nossa equipe é formado por professores portugueses com muita experiência no ensino secundário e que conhecem as dificuldades enfrentadas pelos alunos brasileiros. Além disso, as aulas acontecem pelo Zoom. Assim, você pode estudar onde estiver.
Para saber mais sobre o nosso curso preparatório para os exames nacionais, clique aqui.

 

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